sábado, 12 de junho de 2010

A Criação

No principio tudo era escuridão
Um grande oceano de escuridão
E Neste oceano vivia um homem
Um homem com uma bela neném

O homem não era o pai da neném
Ele a havia encontrado nas águas
Flutuando por cima de brumas
Dela saia uma luz que lhe fez bem

A luz foi crescendo junto dela
Conforme a garota passeava
Ela iluminava e vida dava
A escuridão se tornava bela

E então ela cresceu e se esqueceu
O homem já envelheceu e morreu
Morreu em seu leito, amargurado
Em mente a neném que havia amado

A garota, depois de muito andar
Tanto iluminou que chegou a criar
Um mundo pelo qual se apaixonou
E então foi nele que ela o encontrou

Era um mundo muito grande e belo
Diferente daquela escuridão
Vários seres viviam em união
Lá o encontrou e precisava telo

Ao ver aquele jovem se lembrou
Daquele velho que ela abandonou
Foi então que ela haveria de voltar
Mas ao chegar ninguém iria encontrar

Por muito tempo a garota chorou
E então os rios e os mares ela criou
E o mundo apenas mais belo ficou
E então ela voltou e se apaixonou

A garota mulher se tornara
E o jovem homem já se tornara
Seu amor tornar-se-ia inigualável
Sua paixão seria inapaziguavel

Juntos eles dançaram, dançaram...
Por todo oceano de escuridão
E com tanta dança eles criaram
Um grande universo de vastidão

A mulher tão apaixonada estava
Que toda sua luz se espalhava
Criando formas tão, mas tão belas...
Que seriam chamadas de estrelas

Até o dia em que o homem a abandonou
E então a mulher chorou até que secou
Foi então que o deserto foi criado...
Nele ela havia se transformado

O homem por tantas terras vagou
Que sentiu falta da bela mulher
E foi então que por ela ele voltou
E ela ele não haveria de encontrar

E foi tanto que ele se atormentou
Que seu urro de dor o trovão criou
Porém a sua esperança ainda existia
E era isso, que a seu coração aquecia

Ele ainda continua a procurando
Viajando, mas nunca parando
Caminha pelo céu tormentoso
O arco-íris, seu vagar tortuoso

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